Estudo mostra que mais de 70% da população brasileira não confia no trabalho da Policia

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A credibilidade da polícia brasileira caiu entre os primeiros semestres de 2012 e 2013, segundo os dados apresentados na 7ª edição do Anuário de Segurança Pública, lançado nesta terça-feira (05).

-policia_manifesta__oes_265930097De acordo com o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), 70,1% da população não confia no trabalho das diversas polícias do país. O percentual é 8,6 pontos superior ao registrado em 2011. Além disso, a polícia brasileira foi catalogada como uma das mais violentas do mundo.

Ainda de acordo com o ICJBrasil, as Forças Armadas são a instituição que os brasileiros julgam mais confiáveis, com apenas 34,6% da incredibilidade da população nos seis primeiros meses deste ano. No entanto, o número era ainda mais baixo no primeiro semestre de 2012 quando 24,7% da população não confiava na instituição.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) destaca que a credibilidade das polícias está mais próxima da apresentada pelos partidos políticos do que pela apresentada pelas Forças Armadas, o que indica que a necessidade de rever a atuação dos agentes de segurança pública. Para o FBSP, a rejeição se deve, principalmente, pela atuação das polícia durante as manifestações que ocorreram nos últimos meses.

Apesar de o crescimento do índice de rejeição da polícia, a entidade campeã que inspira a falta de confiança dos brasileiros continua sendo a de partidos políticos. No primeiro semestre de 2012, 93,9% dos brasileiros afirmavam não confiar em partidos políticos e no primeiro semestre de 2013, a situação se agravou ainda mais e 95,1% dos brasileiros afirmam que não confiam neles.

*Por Folha de São Paulo

Polícia baiana foi a que mais matou no Brasil em 2012, aponta levantamento

policiaOs dados do 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicados nesta terça-feira (5), apontam que a polícia baiana é a que mais matou em 2012, em números relativos. Ao todo, foram 344 pessoas mortes em confrontos com as polícias Civil e Militar, o que corresponde a uma taxa de 2,4 mortes por cada 100 mil habitantes.

Em São Paulo, onde a polícia matou 563 pessoas, a taxa é de 1,3. Na Bahia, a PM registrou 284 autos de resistência seguidos de morte no ano passado, enquanto a Polícia Civil contabilizou 60 casos. Na avaliação do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, os números da Bahia são elevados por serem fornecidos com “lisura”. “Dos 19 estados do grupo que fornece dados confiáveis, somente nove, entre eles a Bahia, registraram as informações (das mortes em confronto com a polícia). É comparar o igual aos desiguais. Tem estado que não quer fornecer os dados e quem fornece, e com lisura, é penalizado”, argumentou Barbosa, em entrevista ao Correio. Ainda de acordo com os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em 2012 houve uma queda no número de policiais militares mortos em serviço na Bahia. Foram três registros, contra seis em 2011.

No entanto, com os PMs fora de serviço, a situação se inverte. As mortes cresceram de uma em 2011 para 23 em 2012. Em relação aos policiais civis, foram contabilizadas três mortes fora de serviço no ano passado e nenhuma em 2011. Com os policiais em serviço, não houve registros de morte em 2012.

*Por BahiaNotícias

Baianos estão entre os que mais confiam nas polícias

650x375_1367120O nível de satisfação de baianos com as polícias Militar e Civil foi o mais alto em comparação com outros seis estados e o Distrito Federal, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Conforme o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), levantado pela FGV para integrar a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, dos entrevistados baianos 54% estão satisfeitos com a PM, e 50%, com a Polícia Civil.

Mas os dados foram colhidos apenas no 2º trimestre de 2013 (abril, maio e junho).  A assessoria da FGV não soube informar quantas pessoas foram ouvidas para se chegar a este resultado no estado.

A avaliação baiana destoa do número nacional: de acordo com a mesma pesquisa, sete em cada dez pessoas no Brasil disseram não confiar na polícia.

O número nacional é maior que o registrado no ano passado, quando quatro a cada dez brasileiros entrevistados confiavam na polícia. O estudo nacional ouviu 6.600 pessoas de julho de 2012 a junho deste ano.

Além da Bahia, os dados foram coletados por meio de entrevistas feitas no Amazonas, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Os pernambucanos foram os  menos  satisfeitos com a  polícia. De acordo com o estudo, 27% disseram que acreditam no trabalho da Polícia Militar, e 25%, no da Polícia Civil do estado.

Pacto pela Vida

Para o diretor de imprensa da Polícia Militar, o coronel Gilson Santiago, o “elemento primordial” para o resultado é o programa estadual de segurança Pacto pela Vida, responsável por ações como a implantação das bases comunitárias de segurança. “É um processo progressivo de melhoria da qualidade”, destacou o coronel. Santiago ressaltou ainda as ações da PM, de salvamento, treinamentos e qualificações.

“É uma confiança que se conquista a cada dia. Tem relação com as atividades. Resultado de operações no que tange à repressão aos crimes de homicídio e tráfico de drogas”, acrescentou o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge.

Sobre a outra metade dos entrevistados que disseram estar insatisfeitos, Hélio Jorge afirmou que é necessário “avaliar” se diz respeito  a infraestrutura ou atendimento. Para o professor e pesquisador do Programa de Gestão e Estudo de Segurança Pública da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o coronel Antônio Jorge Mello, uma das razões que podem explicar a satisfação de baianos pode ser o policiamento mais próximo dos moradores com as bases comunitárias de segurança (BCS).

“Mas é um resultado que teria que ser investigado melhor.  Teria que saber de quais bairros os entrevistados foram ouvidos”, destacou o especialista em segurança.

*Por ATarde

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