Pelé e Cristiano Ronaldo foram destaque no Bola de Ouro da Fifa

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Pelé ganha Bola de Ouro da Fifa, chora e é aplaudido de pé

-pele_chora_383079375O ex-jogador chorou. Teve tempo para se recompor durante a exibição de um vídeo com imagens de quando era atleta profissional. “Prometi para minha família que não ia chorar, mas sou um cara emotivo”, disse em inglês. “Agradeço a Deus por agora ter minha sala de troféus completa”.

O maior craque do futebol lembrou de quem o ajudou ao longo da sua trajetória. “Não podemos esquecer que eu não jogava sozinho e daqueles que arrumavam as minhas chuteiras. Eu tenho que compartilhar com eles”, afirmou.

“Este é um prêmio extraordinário. Trata-se de um prêmio de honra. E só pode ser entregue por generosidade dos nossos parceiros para destacar um jogador excepcional. Chega o momento de reconhecer o valor de um grande jogador. Este é o primeiro prêmio de honra da Fifa”, anunciou Blatter.

“Há apenas um nome que fica acima de todos os outros. Seu legado nos inspira. Mais de mil gols em sua carreira e três Copas do Mundo. Este jogador honrou os campos de futebol”, acrescentou.

Foi a primeira vez que a Fifa premiou um ex-jogador com uma Bola de Ouro, normalmente concedida ao melhor jogador do mundo no ano. Campeão em 1958, 1962 e 1970, Pelé foi o único atleta a conquistar três Copas do Mundo.

*Do Folha de São Paulo

 

Cristiano Ronaldo leva a Bola de Ouro de melhor do mundo pela segunda vez

-cristiano_ronaldo_520840985Mas, favorecido por uma série de fatores, entre eles as lesões que atrapalharam um melhor aproveitamento de Messi na última temporada, Cristiano ofuscou a estrela do argentino e fez brilhar a sua, em uma festa de gala, realizada nesta segunda-feira, em Zurich, na Suíça.

Com seu filho de apenas dois anos no palco, ‘abençoado’ por Pelé, a consagração para o jogador que fatura pela segunda vez o prêmio máximo do esporte mais popular do planeta. As críticas relativas à premiação de Cristiano se iniciam com um fator preponderante – a falta de títulos. Mas nenhum fã do futebol pode negar a técnica, destreza e velocidade apurada do jogador, que aos 28 anos, busca a afirmação e, principalmente, títulos com a camisa merengue. Na hora de seu discurso oficial como o melhor do mundo, as lágrimas. Após quatro eleições, a bola de ouro finalmente voltou as suas mãos.

“Primeiramente eu quero agradecer a todos os meus companheiros de clube e seleção. Sem o esforço deles nada disso teria sido possível. Estou muito feliz, é muito difícil ganhar esse prêmio. Tenho de agradecer a todo mundo que esteve envolvido comigo pessoalmente. Minha esposa, meus amigos, meu filho. É um momento muito emocionante. Tudo o que eu posso dizer é obrigado”, declarou.

Em 2013, Cristiano Ronaldo anotou 69 gols no ano, mais do que qualquer jogador em jogos oficiais. Além disso, o gajo foi o artilheiro da Champions League, com 12 tentos marcados.

Astro português também liderou a seleção portuguesa na repescagem das Eliminatórias e levou os lusos à Copa do Mundo. O gajo, com atuações memoráveis, marcou os quatro gols de Portugal contra a Suécia. Anotou o tento da vitória por 1 a 0 em terras lusas e marcou um hat-trick na Suécia, no duelo espetacular com Ibrahimovic, na vitória portuguesa por 3 a 2.

Ribéry se sente injustiçado

A escolha de Cristiano Ronaldo como o melhor jogador do mundo na temporada 2013 causou um profundo desconforto nos representantes alemães. Dirigentes, entre eles o próprio presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, acusaram o processo de ter sido manipulado para favorecer o português. Curiosamente, neste ano, pela primeira vez na história do prêmio, a Fifa ampliou o prazo de eleição, justamente para permitir que os jogos da repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo pudessem também ser avaliados. Ronaldo levou Portugal para o Mundial com uma atuação de gala e que causou um impacto mundial.

Mas a ampliação do prazo não incluía o Mundial de Clubes, no qual Frank Ribèry foi eleito o melhor do torneio e saiu como campeão pelo Bayern.

Além da bronca alemã, o próprio craque francês chamou o processo de “vergonha”. “Foi o meu ano. Não vejo lógica (ao não ganhar)”. Ele ficou na segunda posição no prêmio. “Não posso fazer mais para ganhar a Bola de Ouro. Ganhei tudo este ano”, declarou.

A bronca de Ribéry tem procedência. Para se ter ideia, o jogador ficou atrás de Messi e finalizou a premiação, mesmo tendo faturado cinco campeonatos com os bávaros, na terceira posição.

*Do Agencia Estado

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