Sr. do Bonfim: Pastor emite Nota de Esclarecimento sobre prisão de mulheres acusadas de extorsão

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Na última terça-feira (05), duas mulheres foram conduzidas pela Polícia Militar ao Complexo Policial de Senhor do Bonfim. Elas, que são irmãs, foram presas na Praça das Laranjeiras, acusadas de extorsão pelo pastor de uma igreja evangélica que fica nas proximidades da praça.

Nesta sexta-feira (08), o pastor Daniel Fernandes divulgou uma nota de esclarecimento sobre o caso.

Confira a nota:

“O pastor Daniel Fernandes vem, por meio desta, esclarecer o fato ocorrido envolvendo sua pessoa, que culminou na prisão de duas mulheres (vigaristas) em Senhor do Bonfim:

Conheci a Senhora Ana Hilda na cidade de Feira de Santana, próximo a Rodoviária desta cidade, quando pretendia fazer um saque no caixa eletrônico daquele local. Estava vindo da Igreja do pastor Josué Brandão, que fica próxima ao terminal Rodoviário. A mesma me abordou perguntando se eu era pastor. Respondi que sim. Ela falou-me que era evangélica desviada, mas que pretendia retornar a servir a Deus.

Disse-me que estava precisando de uma ajuda e que, se através da minha igreja, eu não poderia lhe ajudar?, pois ela estava perdendo seu apartamento para o governo (imóvel, de projeto social, financiado pelo governo, Banco do Brasil), mas que havia várias prestações sem pagar e o banco estava ameaçando tomar seu apartamento. E que ela não tinha como pagar um advogado.

Como na nossa Igreja fazemos um trabalho social na área jurídica, através do pastor e advogado Valdir Lopes, entrei em contato com Valdir e ele se prontificou e ajudou a contornar aquela situação. Estava ela, sua irmã Adriele Freitas e seu filho Eduardo. Pediram uma carona até sua residência e assim os conduzi até a residência da mesma. Lá, fui apresentado à mãe da família que é evangélica da Igreja da Graça, e me recebeu muito bem.

Quando eu ia a Feira de Santana, a família às vezes me pedia que eu fosse fazer uma oração por eles. É interessante notar que, sempre que programava uma viagem a Feira, eles, a família, tomavam conhecimento antecipadamente e eu ficava sem entender como isso podia acontecer. Depois descobri que o meu zap estava clonado. E a Senhora estava controlando totalmente a minha comunicação no Zap. Percebemos que até textos e áudios foram editados e não tinha sido eu. Dai percebi com mais certeza a clonagem.

Creio que essa clonagem deve ter acontecido no dia que me ofereceram um suco e com isso apaguei por várias horas, estava muito cansado e pensei que tinha sido o cansaço, mas, como isso aconteceu outras vezes entendi que estava sendo dopado e essa também foi uma das causas que procurei me afastar da família. Quando chegava ali, me pediam ajuda para uma cesta básica, as vezes remédios etc.

Porém, com passar do tempo, a senhora Ana Hilda me fez uma proposta para ser minha amante. Eu lhe informei que era pastor e que era impossível esta situação. Mas, a esta altura, já tinha um vínculo de amizade com a família. Em uma das ocasiões em que me convidaram para participar de um almoço, a família pediu para tirar fotos comigo, inclusive a dona Ana Hilda, e, nesta ocasião, puxando-me pelo pescoço tentou me beijar, porém, eu me esquivei, mas não sei como a mesma conseguiu fazer uma montagem dando a entender que tinha me beijado. Não levei o caso a sério até porque a família toda são bem brincalhões.

Mas, para a minha surpresa, a uns noventa dias atrás a referida senhora me mostrou a foto, totalmente diferente e disse que ali seria a sua independência financeira. Não levei isso a sério. Mas, como o assédio continuava cada vez mais forte, procurei me afastar cada vez mais da família.

E assim, ela começou a me pedir dinheiro e a me ameaçar dizendo que se eu não desse o que ela queria, iria publicar a foto com a montagem nas redes sociais e dizer para a minha família que ela era minha amante. E que iria me destruir com a minha igreja e toda a minha família. E que queria 3.300,00 e parava com tudo aquilo.

Assustado e sem saber como resolver o problema, lhe passei esse valor em três parcelas, exigido pela mesma, tentando resolver o problema sem ter necessidade de envolver a polícia e a justiça, apesar que eu desejava fazer logo isso, mas precisava conseguir provas suficientes.

Depois ela começou a exigir 150.000,00, baixou para 50.000,00, alegando que este ano realizaria os seus sonhos. Assim, resolvi dar um basta, informando para minha família toda a situação e pedindo ajuda. Passamos a acompanhar toda a sua conversa no zap, áudios e textos, orientado pelo meu filho que é PM e por um sobrinho que também é da Policia Federal.

Ela passou a referida foto montada para minha família dizendo que era minha amante. Como a família já vinha acompanhando a situação, e sabia que não era verdade, não deu importância a este fato. A referida senhora passou várias mensagens para meus familiares alegando que eu tinha várias amantes e que para cada dia da semana saia com uma e que inclusive tinha dado um carro novo a uma delas.

Como mais uma vez não alcançou sucesso entre meus familiares, passou a me acusar dizendo que eu tinha mandado matar o filho dela, mas que só fizeram quebrar ele no pau e os caras diziam que fui eu que mandei fazer aquilo. E que queria uma indenização senão iria me denunciar na policia e que tinha provas suficientes para me acusar.

Não conseguindo o seu objetivo (arrancar dinheiro de mim), alguns dias depois passou a me acusar de que eu tinha mandado lhe atropelar. E mais uma vez exigiu dinheiro. Porém, eu, nesta ocasião, não atendi a sua exigência. Quando a mesma foi presa, o delegado descobriu que ela já tinha sido presa em outra ocasião e que quem lhe atropelou com uma moto foi o seu próprio namorado.

A senhora Ana Hilda sempre ameaçava a nossa família de vir a igreja e fazer um escândalo se não déssemos dinheiro a ela e me ameaçava de morte. Isto ela tentou fazer no dia 05/02/19. Quando foi presa e mediante as provas que apresentamos a polícia, a mesma foi enquadrada em flagrante mediante os crimes cometidos como: extorsão, calúnia, difamação e ameaça de morte.

Pastor Daniel Fernandes.

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