Estudantes e artistas participam de oficina de Teatro ofertada pela UNEB em Sr. do Bonfim

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Olhar atento, escuta e jogos teatrais fizeram parte da oficina “Improvisação, jogo e o riso político” ofertada ontem (14) e hoje (15), pelo Colegiado de Teatro, do Departamento de Educação (DEDC), Campus VII da UNEB em Senhor do Bonfim. A oficina acontece no Colégio Estadual Senhor do Bonfim e conta com a participação de estudantes universitários, artistas e pessoas interessadas em descobrir um pouco sobre a arte da improvisação teatral.

A improvisação desperta o lugar da escuta sobre o que acontece no entorno e do cuidado com o outro. É a seleção de modos de agir em meio a situações inesperadas. “Na improvisação, trazemos situações do cotidiano para o contexto da cena, e temos a chance de jogar com possíveis saídas para alguma situação que acontece ali, seja individualmente, em dupla ou em grupo”, ressaltou o doutorando em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Everton Lampe, ministrante da oficina.

A realização da oficina atraiu muitos olhares, e os integrantes decidiram participar por motivos variados. A atriz Adelma Regina faz teatro desde 2009 na cidade de Campo Formoso- BA, e destacou que participar dessa oficina é uma oportunidade ímpar, uma vez que, “Na região, não temos muitas oportunidades de formações e oficinas como essa, então nos esforçamos para estar aqui, pois é um momento de enriquecer ainda mais os nossos conhecimentos”.

Já o estudante do curso de Teatro da UNEB, Israel Santana decidiu participar da oficina, pois considera necessário estar sempre se aprimorando, e encontrou nesse momento uma oportunidade para se aperfeiçoar na área. Enquanto que, a pedagoga Maria Santiago participa pela primeira vez de uma oficina de teatro. A participante relatou que a técnica da improvisação lhe chamou muito atenção, pois “Para fazer um personagem hoje, eu tive muita dificuldade, e descobri que eu não olho para as pessoas, que não observo os gestos do personagem social, como ele fala, como ele anda e me senti muito perdida. Então, a partir de hoje, eu me comprometo a ser mais observadora do meu próximo”.

Assim, o ministrante da oficina relata que “Essa experiência acaba sendo um laboratório das possibilidades de ser fora daqui também”, e chama a atenção dizendo que “Não existe pessoas que improvisam bem ou mal, o que existe é prática e treino”.

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